Anbima eliminou as certificações CPA-10, CPA-20 e CEA.

Pessoa estudando conteúdo, segurando uma lapiseira, na mesa tem material, um caderno e uma xícara de café.
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Agora veja como migrar para as novas certificações CPA, CPRO-R e CPRO-I


Você possui essas certificações e não sabe o que vai fazer agora? Vamos explicar o que será necessário para você migrar para as novas certificações da Anbima ainda durante o ano de 2026. Desde janeiro de 2026, as tradicionais CPA-10, CPA-20 e CEA deixaram de existir no formato antigo e deram lugar a um novo modelo: CPA, C-Pro R e C-Pro I.

A boa notícia é que quem já possui uma certificação ativa não precisa refazer a prova do zero. Existe um caminho de migração facilitado. Mas ele não acontece sozinho. Vamos explicar tudo, passo a passo.

O modelo antigo existia há mais de 20 anos e sua prova bastava decorar conceitos e fazer uma prova com algumas questões. O mercado mudou, surgiram novos produtos, alguns mais complexos, a comunicação e o relacionamento com os clientes mudaram, e isso fez a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mudar o modelo de certificação.

Agora as novas certificações focam nas atividades reais que o profissional exerce no dia-dia, cobra casos práticos e situações de mercado, trazendo boas práticas internacionais de certificação profissional, além de inserir a educação continuada.

Como fica a equivalência: da certificação antiga para a nova

Este é o ponto mais importante para quem já é certificado. A ANBIMA definiu um mapeamento claro entre o que você já tem e o que pode conquistar:

O passo a passo da migração (para quem já tem CPA-10, CPA-20 ou CEA)

A migração não é automática. Ela depende de uma ação do profissional dentro da plataforma ANBIMA Edu. São três etapas:

  1. Manter a certificação atual válida até o fim de 2025 (quem já estava com a certificação em dia entra automaticamente no processo de transição).
  2. Concluir as microcertificações — trilhas curtas de estudo disponibilizadas gratuitamente na plataforma ANBIMA Edu, que atualizam o conteúdo da certificação antiga para o novo padrão.
  3. Pagar a atualização anual da nova certificação, ativando oficialmente o novo selo.

Enquanto essas etapas não forem concluídas, o profissional aparece no sistema da ANBIMA com o status "em transição". Isso não impede o exercício da profissão: as instituições financeiras não são penalizadas por manter colaboradores nessa condição durante 2026.

Prazo final

O prazo para concluir a migração facilitada (sem precisar refazer a prova completa) vai até 31 de dezembro de 2026. Quem não concluir as microcertificações e não ativar a atualização anual até essa data perde o direito à migração automática e terá que:

  • Se inscrever de novo pelo ANBIMA Edu;
  • Pagar a taxa cheia de inscrição (R$ 225 para a CPA ou R$ 500 para C-Pro R/C-Pro I);
  • Fazer a prova completa no novo formato, sem aproveitar a certificação anterior.

Depois de 2026, quem quiser deixar uma certificação temporariamente inativa (por exemplo, ao sair do mercado por um período) poderá manter esse status por até três anos, mantendo acesso gratuito ao conteúdo do ANBIMA Edu para se atualizar. Se a certificação ficar inativa além desse prazo, será necessário repetir todo o processo de certificação.

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Perguntas frequentes sobre a migração das certificações ANBIMA

Minha CPA-20 ainda vale? Sim, mas apenas durante o período de transição, com status "em transição" no sistema da ANBIMA. Para ter a nova certificação de forma definitiva, é preciso concluir a migração até o fim de 2026.

Preciso fazer uma prova nova para migrar? Não, se sua certificação estava válida até o fim de 2025. Nesse caso, a migração acontece só com as microcertificações no ANBIMA Edu, sem prova presencial nem novo agendamento de exame.

E se minha certificação já tinha vencido antes de 2026? Nesse caso, a migração facilitada não se aplica. É preciso se inscrever novamente, pagar a taxa cheia e fazer a prova completa no novo modelo.

Perco meu emprego se ficar "em transição" por um tempo? Não. A ANBIMA e as instituições financeiras deixaram claro que, durante 2026, o status "em transição" não impede o exercício da profissão, e as empresas não são penalizadas por isso.

Quanto custa manter a certificação depois da migração? A atualização anual varia entre R$ 115 (CPA) e R$ 325 (C-Pro R ou C-Pro I), com o valor máximo de R$ 325 mesmo para quem acumula mais de uma certificação. Quando a instituição empregadora paga essa taxa, o valor cai para R$ 30.

Quem tem CEA precisa escolher entre C-Pro R e C-Pro I? Não necessariamente. Quem tinha CEA pode migrar para as três certificações ao mesmo tempo (CPA, C-Pro R e C-Pro I), desde que cumpra as microcertificações de cada trilha.